Grupo rebelde da Colômbia nega envolvimento com barco destruído pelos EUA

Exército de Libertação Nacional (ELN) diz não ter ligação com tráfico; tensão cresce após Donald Trump chamar Gustavo Petro de “líder das drogas ilegais”

EUA atacam suposto barco de tráfico de drogas na costa da Venezuela
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BOGOTÁ (Reuters) – Os rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia negaram nesta terça-feira qualquer envolvimento com um suposto barco de drogas destruído pelos Estados Unidos no Caribe.

“O Exército de Libertação Nacional não tem e não terá nenhum barco ligado a atividades de tráfico de drogas, nem no Caribe nem em qualquer outro oceano, simplesmente porque isso é proibido” pelas regras do grupo, disse o ELN em um comunicado datado de segunda-feira, mas publicado na mídia social nesta terça-feira.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou no fim de semana que uma embarcação bombardeada pelas forças norte-americanas no Caribe na sexta-feira pertencia ao ELN, embora o presidente colombiano, Gustavo Petro, tenha dito que a embarcação era propriedade de uma “família humilde”.

Petro se opõe aos ataques dos militares dos EUA contra navios no Caribe, que mataram dezenas de pessoas e inflamaram as tensões na região. Muitos especialistas jurídicos e ativistas de direitos humanos também condenaram as ações militares.

Em resposta, Trump acusou Petro, sem provas, de ser um “líder das drogas ilegais” e ameaçou aumentar as tarifas sobre a Colômbia e cortar todo o financiamento dos EUA para o país.

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