247 – O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro (PL), retirou nesta segunda-feira (3) a tornozeleira eletrônica após participar de uma audiência admonitória no Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão, que durou cerca de uma hora, marcou o início do cumprimento de sua pena.
A audiência foi realizada para oficializar o início do regime aberto imposto a Cid, condenado a dois anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. De acordo com a CNN Brasil, o militar respondeu a todos os questionamentos da Corte e deixou o tribunal autorizado a permanecer em liberdade, dentro das condições estabelecidas pela sentença.
Pena em regime aberto e condições impostas pela Justiça
O tenente-coronel, que já havia firmado acordo de delação premiada, passa agora a cumprir sua pena sem o uso de monitoramento eletrônico. A decisão do STF simboliza a transição para uma fase de maior flexibilidade, embora sob contínua supervisão judicial.
Durante o processo, o Ministério Público apontou Cid como uma das figuras-chave nas articulações da tentativa de ruptura institucional. Seus depoimentos foram considerados essenciais para o avanço das investigações conduzidas pelo Supremo.
Audiência admonitória define regras para o cumprimento da pena
A audiência admonitória tem como objetivo informar o condenado sobre suas obrigações e restrições durante o cumprimento da pena. Entre as medidas impostas, Mauro Cid deverá comunicar às autoridades qualquer mudança de endereço, manter residência fixa e seguir as determinações judiciais estabelecidas.
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