247 – O Ministério Público do estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) afirmou ter observado dois casos de “lesões atípicas” entre as 121 pessoas que morreram, no dia 28 de outubro, nos complexos da Penha e do Alemão, onde ocorreu a ação policial mais letal da história do estado.
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o órgão pontuou casos em que as lesões “destoavam das demais”. O MP-RJ enviou o relatório da atuação técnica da Promotoria ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Em um dos casos, o corpo apresentava característica de disparo de arma de fogo a curta distância. Na outra situação, o corpo tinha lesão por arma de fogo disparada à distância, mas também apresentava ferimento por decapitação, “produzido por instrumento cortante ou corto-contundente”.
Os nomes não foram divulgados, mas o caso de decapitação é o de Yago Ravel Rodrigues Rosário, 19 anos. O corpo foi encontrado decapitado em uma área de mata da serra da Misericórdia. A cabeça de Yago foi encontrada pendurada entre dois galhos de uma árvore.
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