247 – O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda aguarda a solicitação de ressarcimento de aproximadamente 68 mil investidores com recursos aplicados em instituições financeiras vinculadas ao Banco Master. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (25) pelo portal Metrópoles.
Os dados do próprio FGC revelam que 692 mil credores já receberam seus pagamentos, o que corresponde a 89% do universo total de beneficiários. O montante desembolsado pela instituição até agora soma R$ 39,2 bilhões.
O Banco Master e demais entidades a ele relacionadas são alvo de investigação por suspeita de envolvimento em fraudes financeiras. Segundo a Polícia Federal, o esquema teria movimentado valores entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões.
Funcionamento do esquema
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro está preso na Superintendência da PF em Brasília (DF) e prepara uma delação premiada que deve ser apresentada à corporação e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
O conglomerado bancário experimentou uma expansão vertiginosa em cinco anos: os ativos saltaram de R$ 3,7 bilhões, em 2019, para R$ 82 bilhões, em 2024, conforme destacou o DW. O combustível desse crescimento foi a emissão massiva de Certificados de Depósito Bancário (CDB), modalidade de renda fixa bastante procurada por pessoas físicas por ter sua rentabilidade calculada e definida com antecedência.
O diferencial do Master no mercado era justamente a promessa de retornos fora do padrão. Enquanto a maioria das instituições financeiras remunera seus CDBs a 100% da taxa de juros, o banco de Vorcaro oferecia 140% — algo viabilizado por operações que maquiavam artificialmente os números do balanço contábil. O que parecia vantagem para o investidor escondia, na prática, um risco elevado aos credores, cuja fatura foi transferida ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
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