247 – A China anunciou uma nova ajuda emergencial à Venezuela, no valor de 100 milhões de yuans, o equivalente a cerca de US$ 13,8 milhões, para apoiar operações de resgate, reconstrução e atendimento às áreas atingidas por dois terremotos que deixaram pelo menos 1.450 mortos e milhares de feridos no país sul-americano.
Segundo a agência Prensa Latina, o anúncio foi feito nesta segunda-feira (29), em Pequim, pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun. Ele informou que o presidente chinês, Xi Jinping, enviou uma mensagem de condolências à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em razão da tragédia.
De acordo com Guo, o governo chinês decidiu ampliar o apoio financeiro já destinado à Venezuela e acelerar o envio de suprimentos para as regiões afetadas. A nova assistência será direcionada aos esforços de emergência, recuperação de áreas destruídas e reconstrução de infraestrutura comprometida pelos abalos sísmicos.
O porta-voz afirmou que a China também forneceu imagens de satélite das áreas atingidas, com o objetivo de auxiliar o mapeamento dos danos, a organização das operações de resposta e o planejamento das ações de recuperação. O recurso é considerado estratégico para orientar equipes em campo em regiões de difícil acesso ou com infraestrutura severamente afetada.
Além da ajuda estatal, Guo destacou que empresas chinesas e associações de cidadãos chineses que atuam na Venezuela ofereceram apoio voluntário às operações de emergência. Segundo ele, esses grupos disponibilizaram máquinas de engenharia, suprimentos médicos e equipes para atuar em ações de busca, resgate e socorro nas zonas mais afetadas.
O governo chinês informou ainda que continuará acompanhando a evolução da situação na Venezuela e poderá ampliar o apoio de acordo com as necessidades identificadas nos próximos dias. A prioridade, de acordo com Pequim, é contribuir para salvar vidas, atender os feridos e apoiar a reconstrução das áreas devastadas.
Os dois terremotos que atingiram a Venezuela na semana passada provocaram uma das maiores tragédias recentes do país, com ao menos 1.450 mortos, milhares de feridos e danos ainda em avaliação pelas autoridades locais.
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