Conselho de Ministros de Castillo obtém voto de confiança no Congresso peruano

Após nove horas de discussão, o Conselho de Ministros nomeado por Pedro Castillo foi ratificado com 64 votos a favor, 58 contra e duas abstenções

Pedro Castillo
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Da Agencia Regional de NoticiasApós nove horas de debate, o gabinete presidido por Aníbal Torres recebeu na manhã desta quarta-feira (9) o apoio do Congresso peruano. O quarto Conselho de Ministros nomeado pelo presidente Pedro Castillo obteve o voto de confiança com 64 votos a favor, 58 votos contra e duas abstenções, segundo a conta do Twitter do Congresso peruano.

As bancadas do Peru Libre, a grande maioria da Ação Popular, Peru Democrático, Juntos pelo Peru e alguns representantes do Somos Peru e Podemos Peru votaram afirmativamente.

E foram combatidos por Fuerza Popular, Renovación Popular, Avanza País, a maioria da Alianza para el Progreso (APP), os três legisladores desagrupados do Partido Roxo, Carlos Anderson do Podemos Perú, dois deputados da Acción Popular e outros dois do Somos Peru.

Poucas horas antes da votação, Torres apresentou o plano de governo do gabinete, defendeu a gestão chefiada por Castillo e pediu a confiança dos parlamentares. Ao mesmo tempo, fora do Congresso, milhares de pessoas a favor e contra Castillo se manifestaram e até entraram em confronto com a polícia.

As denúncias, as acusações de corrupção, a idoneidade dos ministros, bem como a estabilidade do governo fizeram parte da sessão enquanto, na periferia, os partidários de Castillo pediram o fechamento do Congresso.

Por outro lado, durante o dia também foi apresentada uma moção para demitir Castillo. O anúncio foi feito pelo deputado Alejandro Muñante da Renovación Popular (à direita) e apontou que é “uma alternativa para sair da crise política” em que o país se encontra.

Para promover a medida, foram necessárias 26 assinaturas e apresentadas 50. Embora a certa altura se tenha pensado que seriam alcançados os 52 necessários para discutir a sessão, o porta-voz do Somos Perú, José Jerí, retirou sua assinatura.

Para efetivar o impeachment, são necessários 87 votos dos 130 na Câmara. Embora o partido no poder esteja longe de ser maioria no Congresso, os blocos de oposição estão divididos em relação à destituição do presidente.

Por outro lado, o Congresso também analisará nesta quinta-feira se deve retirar a confiança do ministro da Saúde, Hernán Condori, que tomou posse em 8 de fevereiro e foi criticado desde o início tanto pela oposição quanto pela Faculdade de Medicina, que o acusam de não possuir as habilidades mínimas para atuar no cargo.

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