247 – Cuba se prepara para a possibilidade de um ataque militar dos Estados Unidos, segundo declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossio, neste domingo (22). Em entrevista à NBC, o diplomata afirmou que “nosso exército sempre está preparado” e que, atualmente, o país se mobiliza diante do risco de uma agressão estadunidense. Ele também reiterou que espera que a ofensiva não aconteça e reiterou que a ilha caribenha “não tem disputa com os EUA”.
Segundo a AFP, o vice-ministro afirmou que Cuba tem a necessidade e o direito de se proteger e está aberta a negociações com o governo do presidente Donald Trump. As declarações ocorrem em meio a dificuldades no fornecimento de energia elétrica, causadas pelo bloqueio criminoso dos EUA. Cuba tenta restabelecer o sistema após o segundo apagão nacional em menos de uma semana.
Segundo autoridades, houve um “colapso total” do sistema elétrico no sábado (21). Embora o fornecimento tenha começado a ser retomado em partes de Havana, outras regiões ainda permaneciam sem energia na manhã deste domingo (22).
Escassez de combustível
A crise em Cuba ocorre após a interrupção do envio de petróleo ao país desde 9 de janeiro. A medida ocorreu em meio à política do presidente Trump, que ameaçou impor tarifas a países que comercializem petróleo com o país caribenho. Além disso, a situação energética se agravou após a agressão militar dos EUA na Venezuela no início de janeiro, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro, aliado de Havana e principal fornecedor de petróleo da ilha.
Desde o início de 2024, Cuba registrou sete apagões nacionais, o que tem impactado o cotidiano da população, com dificuldades para conservação de alimentos e funcionamento de serviços básicos.
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