247 – A capital cubana volta a ser palco de atividades públicas dedicadas à memória de Fidel Castro, cujo legado político e histórico mobiliza manifestações em todo o país. Assim como ocorre anualmente, a Universidade de Havana sediará uma noite político-cultural nas emblemáticas escadarias, em tributo ao líder que comandou o movimento revolucionário que derrubou Fulgêncio Batista, em 1959.
As iniciativas fazem parte da programação divulgada pela Prensa Latina, que destaca que a homenagem organizada pela Federação Universitária de Estudantes é apenas uma entre diversas ações previstas em praticamente todas as regiões de Cuba.
Nesta terça-feira (25), outro ponto de encontro simbólico será a Casa de las Américas, onde artistas e intelectuais promoverão um debate sobre a influência política, humana e histórica de Fidel Castro. A atividade, segundo a agência, é organizada por várias instituições culturais e pelo capítulo cubano da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade. O debate contará ainda com participações virtuais de estudiosos de diferentes países que conviveram com o líder cubano.
As reflexões incluem sua atuação governamental e o peso duradouro de suas ideias para a sociedade cubana. A programação ocorre em todo o território nacional: de Pinar del Río a Guantánamo, passando pela Ilha da Juventude, iniciativas tiveram início antes mesmo da datal. Entre elas, a presença de seu legado no IX Encontro Internacional de Agroecologia, o recente dia nacional do trabalho voluntário e o debate “Luz da Aurora”, realizado no Memorial José Martí.
Representações diplomáticas de Cuba no exterior também aderiram às celebrações. Missões oficiais divulgaram relatórios sobre ações comemorativas, como a da Embaixada de Cuba na Bélgica, cujos integrantes plantaram uma árvore “em homenagem ao líder histórico da Revolução Cubana”, conforme registrou o Ministério das Relações Exteriores.
As iniciativas se expandem além das fronteiras da ilha. Na Nicarágua, a Universidade Nacional Casimiro Sotelo inaugurou um museu de Ciências Naturais batizado com o nome de Fidel Castro, reforçando a projeção internacional de sua figura.
A Enciclopédia Colaborativa Cubana EcuRed relembra que Fidel Alejandro Castro Ruz (Birán, Holguín, 13 de agosto de 1926 – Havana, 25 de novembro de 2016) impulsionou a consolidação do processo revolucionário, promovendo a unidade das forças políticas, as transformações sociais e econômicas, a expansão da educação, da saúde e da ciência, além de conduzir uma política externa ativa e baseada em princípios. Para muitos cubanos, Fidel “repousa no Cemitério Histórico de Santa Ifigenia e, ao mesmo tempo, continua vivo em cada batalha pela defesa da nação”, sintetiza a plataforma.
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