Opinião

Alcolumbre defende STF ao vetar Mendonça

“Ao vetar Mendonça, Alcolumbre exerce sua prerrogativa inerente ao cargo de presidente da CCJ e com isso impede que um inimigo do Supremo se infiltre na instituição”, analisa Alex Solnik

Davi Alcolumbre e André Mendonça
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Destruir e desmoralizar o STF sempre foi pauta de Bolsonaro e dos bolsonaristas.

Seu filho Eduardo já dizia, em 2018, que o plano, se seu pai se elegesse, era fechar o Supremo e para isso bastaria “um cabo e um soldado”.

A ultrabolsonarista Bia Kicis tentou por meio de projeto de lei diminuir a idade limite dos ministros, com o propósito de abrir vagas para indicações de Bolsonaro.

Ataques explícitos ao STF, como os de Sara Winter,  Roberto Jefferson e outros, jamais foram condenados por Bolsonaro.

Ele próprio fez campanha sistemática do mais baixo nível contra os ministros Barroso e Alexandre de Moraes, que só parou depois de 7 de setembro e da sua cartinha ridícula a quatro mãos com Temer.

Ao sustentar que indicaria ao STF alguém “terrivelmente evangélico” atacou, mais uma vez, a instituição e a constituição, pois religião não é critério de escolha, além de o estado brasileiro ser laico.

Sem contar que o indicado, André Mendonça, nunca demonstrou ter apreço pela constituição e considera ataques ao STF “liberdade de expressão”.

Ao vetar Mendonça, Alcolumbre exerce sua prerrogativa inerente ao cargo de presidente da CCJ e com isso impede que um inimigo do Supremo se infiltre na instituição para miná-la por dentro.   

Não há dúvida: quem joga fora das quatro linhas da constituição é Bolsonaro e não Alcolumbre.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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