A trajetória de Arthur Lira está cada vez mais parecida com a de Eduardo Cunha.
De obscuros deputados, tornaram-se presidentes da Câmara muito poderosos.
Formaram seu próprio bloco, independentemente de partidos, constituído e alimentado por verbas generosas. Os deputados que aderiram ao PEC – Partido Eduardo Cunha, filiaram-se ao PAL – Partido Arthur Lira.
Tão poderosos se sentiram que passaram não só a reinar dentro dos limites do seu território, mas a querer governar o país.
Lançaram ameaças à governabilidade se não fossem atendidos – eles e seu grupo.
Colocaram facas no pescoço de presidentes da República.
Cantaram de galo, talvez na esperança de que processos a que respondiam seriam encerrados.
Um deles conseguiu derrubar, no comando de uma trágica farsa, a primeira presidente da República do Brasil. Mas logo a seguir foi derrubado por sua língua, preso por seus malfeitos e hoje, mesmo em liberdade, não vale mais que um fósforo queimado.
O outro está a caminho do mesmo destino.
Como naquele famoso comercial de vodka, Eduardo Cunha poderia dizer para Arthur Lira:
“Eu sou você amanhã”.
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