Não, eu não me enganei ao escrever que o novo ministro de Temer é o notório Roberto Jefferson. Quem vai sentar na cadeira e assinar o que for preciso será sua filha, Cristiana Brasil, mas quem vai dizer o que ela deve fazer será ele. Ou alguém acredita que ela terá autonomia para tomar decisões se quem a escolheu foi seu pai, que é o dono do partido e tem muito mais experiência do que ela? Aliás quem a lançou na política foi ele, no momento em que seu nome estava sujo.
Sua carreira é suficientemente conhecida para não recomenda-lo para este ou outro cargo do serviço público porque seu interesse mais alto foi sempre pecuniário. E quanto mais alto o cargo mais riscos correm os cofres públicos.
Nos anos 90 – quando era gordo – foi o último dos moicanos de Collor. Na década seguinte – já esbelto – inventou que o governo petista pagava um tal de mensalão a deputados. Apontou o dedo para José Dirceu, insatisfeito por ter recebido apenas 4 milhões de reais num rachuncho, quando o combinado seria 10.
Por tudo o que já fez contra o país deveria ter sido excluído há tempos da vida pública, mas seu perfil – truculento, aetico, arrogante, delator e corrupto – parece se encaixar à perfeição aos requisitos exigidos de ministros desse governo.
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