O ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas, Alexandre Kalil, passou dos limites, ontem, na entrevista ao DJ Veneno numa live da TV Capelinha, em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha.
Sem nenhuma agressividade, nem deboche, o entrevistador perguntou como ele pagaria R$48 milhões que deve na praça:
“Devo mesmo” respondeu Kalil “tenho doze empresas… o país tá quebrado… tô tentando pagar, dei coisas em garantia…”
“Mas o senhor não acha que o país tá quebrado porque”…
“Não grite comigo, moleque… se esse moleque continuar é melhor você entrevistar esse merdinha” disse o pré-candidato para alguém no estúdio”.
O DJ Veneno ponderou que o governador Zema “já tinha saído corrido dali” por causa de uma pergunta sua.
“Eu não vou sair corrido, não” retrucou Kalil, cada vez mais furioso, “é mais fácil eu te jogar pela janela”.
“Fique à vontade” disse o DJ.
“Eu te pego e jogo pela janela”, repetiu Kalil.
Essa é uma daquelas frases que pode arruinar uma campanha. Pensar em atirar alguém pela janela por ter feito uma pergunta é gravíssimo; expressar o pensamento em palavras, em público, além de ameaça à integridade física, revela uma truculência incompatível com qualquer cargo público.
Embora Lula e o PT já tenham fechado acordo com Kalil, esse fato novo muda tudo. Não dá para Lula sustentar uma campanha baseada no amor tendo por aliado em Minas alguém que ameaça jogar uma pessoa pela janela só por ter feito uma pergunta sobre suas dívidas.
Isso é vocabulário de bolsonarista.
Lula não pode subir nesse palanque.
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