Lula vai ao Papa; Bolsonaro ao diabo

No dia do encontro histórico entre os dois maiores líderes progressistas da atualidade, a mídia hegemônica brasileira resolveu entrar de férias em relação a qualquer coisa que remeta à confluência de Lula e Bergoglio

(Foto: Ricardo Stuckert)

No dia do encontro histórico entre os dois maiores líderes progressistas da atualidade, a mídia hegemônica brasileira resolveu entrar de férias em relação a qualquer coisa que remeta à confluência de Lula e Bergoglio. Silêncio ensurdecedor. Nem uma nota de rodapé em sites e jornais impressos, sequer uma fala num programa de uma afiliada qualquer da Rede Globo. 

Lula vai ao encontro do Papa enquanto o Brasil é atentado por queimas de arquivo, auto xenofobia Alexandregarciana compartilhada pelo caro Presidente, o tal preposto do demônio, por preconceito de classe explicitado por Paulo Guedes e também pela eficácia do falso moralista, aquele ex-juiz e atual ministro-advogado dos Bolsonaros - envolvidos até o talo com as milícias do Rio de Janeiro. “Adolf Hitler sorri no inferno”. 

A priori, portanto, seria simplório demais afirmar de que se trata da dicotomia do bem e do mal, da batalha entre as luzes e a escuridão. Aquela velha estória de Deus versus Diabo. O quadro brasileiro atual, porém, leva, em boa medida, a análise da conjuntura política para essa analogia reflexiva.

Lula e o Papa Francisco estão juntos a fim de debater os mecanismos e soluções para o combate à fome e à desigualdade que não param de crescer e assolar o mundo. Por outro lado, Bolsonaro, penso cá com meus botões, deve estar pensando em soluções para “silenciar” mais uma possível pedra em seu caminho (te cuida, Queiroz!). A dicotomia existe, quer queiram os analistas políticos superficiais e/ou mal intencionados da mídia hegemônica ou não. 

Sendo assim, por mais que tentem vilipendiar Lula e seu legado, por mais que a comparação que a mídia teima em fazer entre Luiz e Jair venha à tona exaustivamente, tais invenções não se sustentam e beiram à loucura. Com certas doses de ousadia e imaginação, poderia ser dito que esses recursos ardilosos são obra do diabo, com suas artimanhas para iludir aqueles seres mais manipuláveis, como é o caso de boa parte da população brasileira, mergulhada em ignorância e informada pelos anais do Whattsapp.   

Apesar dos pesares e do diabo personificado em chefe de máfia miliciana, Deus - vestido de Papa dos pobres, de imigrante nordestino, de operário e de revolucionário perseguido por romanos e lava-jatistas - sempre acaba trazendo à luz as luzes, a calmaria depois desta tempestade duradoura; o progresso.   

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