Peituda, Madonna posou no morro da Previdência ao lado de uma suposta escolta de PMs. (Nunca se sabe, quando se trata de Madonna se é vida real ou clip.)
E a foto bombou no mundo, é claro.
Fez cara de invocada, tipo “ninguém me impede de ir aonde eu quero”.
Ou então: “não dou satisfações”!
Ela não pediu licença a ninguém, foi lá e pronto.
Subir ao morro, hoje, não é turismo. É roleta russa.
É o que contam as notícias diárias.
O morro carioca, berço do samba, romântico nos anos 50, como o conhecemos nas obras-primas de Nelson Pereira dos Santos virou território de bala perdida.
E bala perdida não escolhe anônimo ou celebridade.
Madonna mandou uma mensagem através da roupa de camuflagem com que se fez fotografar:
– Esta é uma zona de guerra.
E quem ainda não estava sabendo, agora ficou.
Se é assim, o Rio deve ser tratado como todas as áreas conflagradas do mundo: não só com repressão.
Guerras podem ter tréguas.
Podem ter acordos de paz.
Até agora só foi tentado o caminho da repressão.
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