Opinião

Maduro põe embaixador do golpe de Michel Temer para correr da Venezuela

A situação é tensa entre Brasil e Venezuela desde que a presidenta eleita Dilma Rousseff foi deposta pelo golpe de Estado. O governo Maduro não reconhece o cleptogoverno brasileiro como legítimo. Por sua vez, o temerismo se alinha aos norte-americanos nas críticas aos chavistas a quem os acusa de “autoritários”

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz discurso semanal em Caracas 17/109/2017 Divulgação Palácio de Miraflores via REUTERS
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O presidente venezuelano Nicolás Maduro botou o embaixador do golpe brasileiro naquele país, Ruy Pereira, para correr. O diplomata alinhado a Michel Temer, isto é, aos EUA, foi expulso ao ser declarado ‘persona non grata’ na Venezuela pela Assembleia Nacional Constituinte (ANC).

De acordo com a presidenta da ANC, Delcy Rodríguez, o status do Brasil vai permanecer assim até “que se restitua o rito constitucional que o governo de fato vulnerou”, declarou.

A situação é tensa entre Brasil e Venezuela desde que a presidenta eleita Dilma Rousseff foi deposta pelo golpe de Estado. O governo Maduro não reconhece o cleptogoverno brasileiro como legítimo. Por sua vez, o temerismo se alinha aos norte-americanos nas críticas aos chavistas a quem os acusa de “autoritários”.

Diplomatas de Brasil e Venezuela já havia se “estranhado”, em julho passado, na cúpula do Mercosul. A Venezuela, acusada de antidemocrática, chutou os ‘países baixos’ do ilegítimo Temer. Doeu até na Patagônia.

‘No dia que o Brasil realizar uma eleição, o governo poderá ser levado a sério’, considerou à época o representante venezuelano, ao lembrar que ‘o governo Michel Temer está atolado em escândalos de corrupção’.

Acerca do embaixador expulso da Venezuela

Ruy Pereira foi nomeado embaixador da Venezuela em 2013, pela então presidenta Dilma Rousseff. Desde então, acompanha a situação venezuelana, e todas as dimensões da sua crise. No ano passado, chegou a ser chamado de volta ao Brasil quando o Governo do presidente Maduro fez críticas ao impeachment de Dilma. Em junho deste ano, porém, reassumiu o cargo. Pereira entrou na carreira diplomática em 1975. Nos anos 2000, atuou nas embaixadas de Lima, Buenos Aires e Montevidéu.

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