Opinião

Moro agoniza

A Lava Jato tem que ser anulada, como exigência processual e, mais ainda, como reparação do processo civilizatório, diz o colunista Leandro Fortes

Sérgio Moro. Foto: José Cruz-ABR
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Atingido no peito pelos arquivos do The Intercept Brasil, Sérgio Moro é um espectro que anda, fala e gesticula, mas que, politicamente, deixou de existir. 

Transformou-se em um pato manco, para usar um termo preciso dos americanos (lame duck) quando querem se referir a um político já sem serventia, seja porque está em vias de ser sucedido, seja porque tornou-se inviável dentro do sistema que o criou.

Bolsonaro, que antes o perseguia (e era ignorado) em aeroportos para prestar-lhe continência, fechou-se em copas e, como de costume, relegou aos filhos o trabalho sujo de defender o super ministro de papel.

Nas redes sociais, noves fora a histriônica Joice Hasselmann, coube a Carluxo e companhia recrutarem robôs para a triste tarefa de reverenciar um cadáver político. Sem sucesso.

Moro e Deltan Dallagnol estão em um abraço de afogados. Juntos, protagonizam o último ato da Lava Jato, essa farsa anunciada que destruiu a economia brasileira e soltou nas ruas esses demônios que elegeram um presidente da República demente cercado de nulidades e malucos.

A Lava Jato tem que ser anulada, como exigência processual e, mais ainda, como reparação do processo civilizatório.

Moro e Dallagnol têm que ser processados e pagar por essa lambança. 

E Lula, libertado da prisão cruel e injusta a que foi submetido.

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Cortes 247

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