O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, disse não haver ambiente para o impeachment de Bolsonaro. “Isso é algo muito sério, tem que ter verificação do crime, mobilização social e no Congresso, mas não vejo nada disso” – disse Cruz.
Em 2016, a OAB entrou com pedido de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, alegando crime de responsabilidade por ter autorizado as pedaladas fiscais.
O presidente da OAB, Claudio Lamachia, justificou: “A democracia está se manifestando hoje aqui a partir da presença maciça da advocacia brasileira, representada pelos presidentes de todas as OABs do Brasil, representada pelos 81 conselheiros federais da OAB, representada pelos advogados de Brasília que vieram aqui hoje, demonstrando, sim, que a instituição está absolutamente unida no que diz respeito a essa decisão”, afirmou Lamachia logo após entregar o pedido de impeachmet na Câmara.
Ao que parece, a OAB surfa na onda maior e sem critério algum. O presidente Jair Bolsonaro é recordista em protocolamento de impeachment. Cometeu crimes contra a saúde pública, interferiu na polícia federal, apoiou às ações antidemocráticas, que o enquadram nos crimes de responsabilidade, o que justificaria abertura do processo.
O impeachment é um processo político conduzido pela burguesia controladora do Congresso, do judiciário e da mídia, que atende aos interesses do capital.
Apesar do desastre de seu governo, Bolsonaro é útil ao sistema, é uma arma que as oligarquias utilizam contra a classe trabalhadora e atende às demandas do liberalismo econômico.
As carreatas contra o governo e a favor do impeachment, apesar de serem importantes, não se comparam às manifestações tradicionais de rua. A pandemia protege Bolsonaro e isso é uma das motivações para que o Ministério da Saúde não atue da forma como deveria no combate à Covid-19.
Outro fator para a não abertura do processo, é que em um provável governo Mourão, a direita seria empurrada para o seu colo, o PSDB e o DEM se distanciariam da imagem de opositores frente à opinião pública, o que daria protagonismo à esquerda em 2022.
Os parasitas burgueses não vão arriscar uma candidatura como fizeram em 2018. A estratégia é permitir que Bolsonaro caminhe trôpego até o final de seu mandato.
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