Opinião

O caos, as causas e o caminho

Como enfrentar e superar o caos institucional e na economia? Não há saída válida fora da Política. Não há saída válida sem a participação popular

Como enfrentar e superar o caos institucional e na economia? Não há saída válida fora da Política. Não há saída válida sem a participação popular
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O caos institucional e econômico que o Brasil vive tem como causas o Golpe de Estado de 2016, o inconformismo dos derrotados representantes da plutocracia e a irresponsabilidade dos ímpios de Curitiba.

Não isento Dilma de parcela dessa responsabilidade, pois, além de embaralhar a economia, foi incapaz de manter uma base de apoio no congresso nacional.  

Sim, Dilma cometeu erros na quadra da economia no seu primeiro mandato e, apesar de ter recebido apoio durante o processo de impeachment, recebeu também criticas.

O MST e os movimentos sociais que diziam querer “a Dilma que elegeram”, cobravam que a presidenta cumprisse os compromissos de campanha; chegou ao ponto de João Pedro Stédile declarar que os movimentos sociais estariam ao lado de Dilma e do governo na defesa do mandato se o processo de impeachment fosse levado adiante, mas registrou em tom critico a demora do Palácio do Planalto em reagir a problemas da economia, como o aumento do desemprego e da inflação. A CUT também não poupou criticas à inflexão conservadora de Dilma no inicio do seu 2º mandato e foi dura em relação à política econômica de Dilma e o seu então ministro da Fazenda Joaquim Levy.

Creio que o caos referido acima decorre desses fatos, como verdadeiras condições iniciais do caos.

Como enfrentar e superar o caos institucional e na economia?

Não há saída válida fora da Política.

Não há saída válida sem a participação popular.

Acredito que a Constituição Federal vigente, resultado de um ciclo político que teve início com a eleição de Tancredo e Sarney, merece uma reforma, o país precisa de reformas verdadeiras e não apenas para atender o mercado, mas para buscar um acertamento e oferecer um futuro válido para cada um de nós, nossos filhos e netos.

Não podemos ignorar que a corrupção tornou-se sistêmica; que os partidos (todos) são financiados por companhias que tem interesses privados em colidência com o interesse público; que o custo da corrupção é de cerca de 10 bilhões de reais por ano; que reformas são fundamentais (política, tributária, financeira, etc) e que temos de fazer uma opção constitucional pelos pobres, basta de manter os privilégios de uma casta cuja única função é defender os interesses dos plutocratas, etc., etc,. etc.

Um recado aos ímpios de Curitiba: o país não será passado a limpo por burocratas ou por meninos bem-nascidos aprovados em concursos públicos com vinte e poucos anos… O Brasil somente será passado a limpo através com debate, participação da sociedade civil, sem protagonismo exagerado de nenhum dos poderes da república, pois o único protagonista deve ser o povo brasileiro. Sem democracia não há caminho válido.

A sociedade civil, as entidades de classe (dos trabalhadores e dos empresários), a imprensa livre, a juventude, as minorias, etc. tem direito a voz nesse processo de acertamento, daí a necessidade de romper com a lógica da hipocrisia e com a lógica dos malfeitos.

Somente o povo brasileiro pode conduzir a nau para águas calmas numa rota segura, não são burocratas, corruptores ou políticos corruptos tentando salvar a própria pele que o farão.

Foto: Mídia Ninja

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Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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