Por Alex Solnik
Há mais ou menos um mês, coincidindo com o anúncio da candidatura de Moro, Bolsonaro tirou a máscara de moderado, que vinha usando desde o fracasso do autogolpe de 7 de Setembro.
Voltou até a criticar o STF, embora não com as palavras chulas de antes: “Cada vez mais o Supremo interfere em tudo”, queixou-se quando foi questionado o orçamento secreto do governo.
Passou a tratar seu rival de “idiota” e “mau caráter”. E a reafirmar seu extremismo de direita:
“Ele sabia que eu era armamentista e trabalhou contra”.
Ontem ele ficou mais parecido com o Bolsonaro de sempre ao acusar a Anvisa, outrora vista como sua aliada, de querer fechar o espaço aéreo do país, sem dispensar os “poha”, é claro.
Bolsonaro radicaliza o discurso para se diferenciar de Moro.
Para reagrupar seu rebanho e evitar que ovelhas passem para o outro pasto.
Como para lembrar que o cara de extrema-direita é ele.
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