O fantasma de Banquo (Bebianno) atormenta Macbeth (Bolsonaro)?

Segundo Paulo Marinho, o fantasma de Gustavo Bebianno ronda o Palácio da Alvorada, nos momentos em que Jair Bolsonaro chora no banheiro. "Sinal de que Marinho conhece os motivos da paranoia de Jair Bolsonaro", escreve Leonardo Attuch, editor do 247

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(Foto: Reprodução | PR | Agência Senado | ABr)
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Jair Bolsonaro é notoriamente paranoico. Ele próprio já declarou que dorme armado no Palácio da Alvorada. Também afirmou recentemente que "chora no banheiro" escondido da primeira-dama Michelle. A paranoia é uma característica típica de quem carrega algum medo derivado da culpa. E só o próprio Bolsonaro pode dizer que culpas o atormentam nas madrugadas.

Nesta semana, uma pista foi dada pelo empresário Paulo Marinho, que, juntamente com Gustavo Bebianno, morto em março de 2020, coordenou sua campanha presidencial em 2018. Segundo Marinho, que emprestou sua própria casa durante a campanha, "a alma de Bebianno está pairando naquele palácio". O empresário também afirmou que Bebianno, hoje no mundo dos mortos, não se esqueceu de Bolsonaro.

Diante da clara ameaça, impossível não se lembrar de um dos maiores clássicos da literatura universal: a peça Macbeth, de William Shakespeare, que narra a história de dois capitães – Macbeth e seu melhor amigo Banquo – que recebem uma profecia durante uma batalha na Escócia. Macbeth seria rei, mas não teria descendentes reais. Banquo, por sua vez, não reinaria, mas deixaria uma linhagem real.

Instado por Lady Macbeth, o capitão assassina o rei Duncan e assume o trono, mas jamais se esquece da profecia e manda também assassinar seu melhor amigo Banquo. Atormentado pela paranoia, Macbeth passa a enxergar o fantasma de Banquo pelo palácio. No fim, a Escócia se liberta da tirania.

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Paulo Marinho, que hoje trabalha na campanha de João Doria, garante que não ameaçou Bolsonaro. Mas é evidente que enviou um recado típico de quem conhece os motivos da paranoia do tirano. Segundo o jornalista Ricardo Noblat, foi ele o depositário do celular de Bebianno, que provavelmente guarda os segredos mais explosivos da República. Antes de morrer, Bebianno denunciou a criação de uma "Abin paralela", coisa típica de paranoicos, e lembrou que Carlos Bolsonaro participou de um único ato de campanha: o de Juiz de Fora (MG), palco da facada ou suposta facada em Jair Bolsonaro.

Se Bolsonaro perderá ou não seu trono, só o futuro dirá. Mas não parece haver dúvidas de que fantasmas o atormentam.

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