O mundo jurídico dividido e em ebulição

Ao decidir apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Conselho Federal da OAB conseguiu dividir a classe. Reações começam a ocorrer em todo o país, não apenas por isso, mas também por não dar a mesma atenção a situações consideradas flagrantes de desrespeito as prerrogativas e à Constituição

Ao decidir apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Conselho Federal da OAB conseguiu dividir a classe. Reações começam a ocorrer em todo o país, não apenas por isso, mas também por não dar a mesma atenção a situações consideradas flagrantes de desrespeito as prerrogativas e à Constituição.

O advogado Welton Roberto, remando contra a maré, por exemplo, afirma que a entidade está associada ao golpe institucional e que só se posicionou após o vazamento de uma conversa telefônica em que o ministro Jaques Wagner agrediu a mãe do atual presidente da Ordem, Cláudio Lamachia.

Segundo Welton, mais de 200 advogados vão assinar um manifesto contrário à OAB alagoana por não ter sido feita uma consulta aos profissionais, a base, dada a importância do tema.

Outro profissional bastante preocupado com esse tema e com o momento é José Fragoso. Para ele, a questão não é ser contra ou a favor disso ou daquilo, mas a questão da luta pela legalidade e esse tem que ser o papel da entidade. "Está todo mundo assustado e se algo não for feito teremos a ditadura do Judiciário."

Cita como exemplos escutas ilegais feitas contra advogados e o caso do ministro do STF, Gilmar Mendes, que, pelas declarações dadas anteriormente, não poderia julgar nada referente ao PT ou ao ex-presidente Lula.

O fato é que hoje temos advogados desrespeitados, grampeados sem estarem sendo investigados. O país segue dividido, os advogados idem. As leis sendo interpretadas e alteradas em nome do combate à corrupção.

Salvem-se quem puder.

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