O prato principal do jantar secreto chez Roberto Irineu Marinho, comandado por seu irmão, João Roberto, em outubro, em São Paulo, foi um pacto de paz (ou de sangue) selado entre a Rede Globo e Michel Temer.
Temer queixou-se da cobertura da emissora desde o fatídico 19 de maio, quando o jornal “O Globo” vazou a célebre frase – “tem que manter isso, viu”? – em referência à compra do silêncio de Eduardo Cunha e do editorial que pediu a sua renúncia.
Ponderou que delações não podiam ser vistas como provas – uma falácia, pois a frase não foi delatada, mas dita por ele e gravada por Joesley – e exemplificou com as delações de J. Hawilla à Justiça americana, acerca de propina à Fifa e à Comnebol, que poderiam envolver a Globo.
A família entendeu o recado. E o tom da cobertura do Planalto ficou mais ameno.
Parece estar dando certo. A aprovação de Temer pulou de 3% para 6% aparentemente sem motivo.
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