Parte da esquerda de verdade está encantada por Kamala. São os mesmos das famigeradas jornadas de junho de 2013, filhos dos mesmos ventos das primaveras Árabes, da praça Maiden, aquele momento horroroso que uniu a extrema-direita à extrema-esquerda cheirosa, no ultraliberalismo, na defesa da “liberdade”.
Qual liberdade? O moralismo pequeno burguês, asséptico, contra política e que produziu a lavajato, aliás, namoraram a tese de Curitiba.
Hoje, batem bumbo por Kamala Harris, por quê?
Uma mulher descendente de latinos, traços afrodescendente, e uma mulher reacionária, foi PGR na Califórnia, implacável contra os imigrantes, vice-presidente de Biden, defendendo Israel e o massacre genocida contra os palestinos.
Qual justificativa para achar que ela difere em alguma medida de Trump? Ok, pode ser menos pior, concedo, mas entusiasmo com ela, ou com Biden, é demais.
O identitarismo é destrutivo para esquerda e para humanidade.
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