Opinião

Partido de ministro que dava bom dia a cavalo bate continência para o Cavalão

“Na centro-direita só o MDB não subiu no palanque”, escreve Alex Solnik

Juscelino Filho
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Lula dividiu o governo em feudos. Ou em capitanias partidárias. Sai Juscelino Filho, o ministro que dava bom dia a cavalo, entra quem o União indicar. Ou quem seus caciques indicarem. Davi Alcolumbre e Antonio Rueda. 

Alcolumbre viajou com Lula, tem ótima relação com o governo. Mas dando uma olhada no palanque de domingo na Paulista, lá estavam três governadores do União. 

Um deles já se lançou pré-candidato a presidente. Caiado. Os outros dois, do Amazonas e do Mato Grosso, estão com Bolsonaro ou com quem o Bolsonaro, o Cavalão da caserna, escolher em 2026.

Para a vaga de Juscelino Filho está cotado Celso Sabino, que chefia o Turismo. O que abriria vaga para o PSD, que pede esse ministério e que julga merecer por ter sido o campeão de votos nas eleições municipais de 2024. 

Voltando de novo ao palanque de domingo, lá estava o governador Ratinho Jr., que dia sim, outro também, é citado como presidenciável pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab. O Republicanos não fala em ministérios. Está contente com os que já ganhou. Sua estrela de maior grandeza, o governador Tarcísio de Freitas era o segundo maior destaque do palanque golpista da Paulista. E cujo destino é ou a reeleição ou a disputa do Planalto. 

Dos seis partidos campeões de votos de 2024, só o MDB, o vice-campeão, não estava nem está no palanque de Bolsonaro. Ainda não fechou com Lula, mas está muito mais próximo de fechar com ele do que com um candidato de Bolsonaro. 

O acordo pode sair se o partido indicar o vice de Lula. Ou a vice. 

Ou seja, Simone Tebet.  

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Cortes 247

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