Estamos no ano 13 desde que o PT ganhou a primeira eleição presidencial.
Não sei se é coincidência ou se estava escrito nas estrelas essa encrenca toda que está dando agora, justamente no ano que é o número oficial do partido.
Em vez de procurar inimigos externos, o partido deveria refletir se o problema não é tempo demais no poder. Somente dois partidos, durante todo o século 20 tiveram poder tanto tempo: o PTB de Getúlio, 15 anos e a ARENA, da ditadura militar, 20 anos.
Se o governo Dilma se completar serão 16 de PT. E Lula ainda pensa em se candidatar em 2018. Tudo isso que está acontecendo no país não é suficiente para mostrar aos petistas que tempo demais é um tiro no pé?
Democracia não é só eleições; democracia é alternância no poder. Quando um partido fica muito tempo no poder qualquer democracia começa a parecer ditadura. Qualquer negócio do governo se traveste de corrupção.
Um partido não é o detentor da capacidade de governar. Um partido que ganha eleições seguidas mais se desgasta e desgasta o país do que o contrário. A população se cansa dele. As ideias do partido e de seus aliados se esgotam, como estamos vendo agora.
Não há ideias novas. A gente não vê nos Estados Unidos nem os republicanos, nem os democratas ficarem no poder além da eleição e da reeleição. Lá também não há essa obsessão em “fazer o sucessor”.
Pois quem escolhe seu sucessor, dentro do partido, não é o presidente, mas o partido. Na Europa dá-se o mesmo.
Um partido fica muito tempo no poder somente em países que não são protagonistas mundiais. Está na hora de o Brasil assumir o protagonismo que, na teoria, deveria ter, mas não tem na prática. Por isso, peço ao Lula: por favor, não se candidate em 2018.
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