O ano desastroso não poderia ter terminado melhor para Putin e para o mundo.
Faltou pouco para incendiar o planeta mais uma vez. Bastaria que expulsasse 35 diplomatas americanos, como chegou a anunciar seu chanceler Sergei Lavrov.
Era o que Obama queria para anunciar novas retaliações.
E aí ninguém sabe o que poderia acontecer.
No entanto, coube a ele, sempre pintado pela mídia americana e europeia como um novo Ivan, O Terrível aplicar uma lição de tolerância no ainda presidente americano que começou o mandato ganhando o Prêmio Nobel da Paz e termina com o Prêmio Nobel da Guerra.
Não valia a pena brigar com um presidente americano em fim de mandato, que chamam por lá de “pato manco”.
Foi uma forma sutil de dizer “Obama, você não manda mais”.
Ele tirou a escada e deixou Obama com a broxa na mão.
Se retaliasse daria gás a um litígio que poderia contaminar suas relações com Trump, que teria de responder à retaliação.
E tudo o que ele não quer é brigar com Super Trump, especialmente no primeiro dia de mandato.
Aí, sim, seria briga de cachorro grande.
Putin mostrou, no apagar das luzes de 2016 que o diabo não é tão horrível quanto parece.
Ele é o cara de 2016.
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