Depois do segundo turno, partidos de esquerda e líderes de movimentos sociais sentarão à mesa para retomar a discussão sobre a criação da Frente Ampla de Esquerda.
O Brasil de direita, que emergiu das urnas neste domingo (2), deverá acelerar os acontecimentos políticos visando 2018.
Pela ideia frentista, as legendas ficariam num segundo plano para o protagonismo da coalizão nas disputas eleitorais. Os candidatos representariam a Frente Ampla, não os partidos a que pertencem.
A discussão principal será quem encabeçará essa frente de esquerda nas eleições daqui dois anos. Já se sabe, de antemão, que o adversário central, o direitista PSDB, “escolheu” ontem seu candidato para a contenda: o governador Geraldo Alckmin.
No seio dos partidos que sentarão à mesa — PT, PCdoB, PDT, PSOL, dentre outros — há resistências, inclusive no PT, ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para liderar o processo de coalizão.
Por que não experimentar nomes “novos” como do ex-ministro Ciro Gomes e do senador Roberto Requião? Por que não uma dobradinha dos dois em nome da Frente Ampla de Esquerda?
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