A profissão de jornalista pode não ser a mais antiga do mundo, mas é uma das mais antigas.
Desde a invenção de Gutenberg, até as rotativas sabem que a imprensa é um negócio como outro qualquer, e, como todo negócio, tem quer vender seu produto, senão vai à falência.
E para vender seu produto, as notícias, usa de alguns artifícios, para atrair a atenção. Um deles é o exagero.
Sim, a imprensa muitas vezes exagera para vender o seu peixe. (Ou que antigamente embrulhava o peixe.)
Por isso vemos a toda hora manchetes bombásticas e alarmantes, tais como “essa é uma eleição decisiva”, “o mundo vive momentos de tensão”, “ninguém sabe o que vai acontecer” etc.
Mas não é só a imprensa que exagera.
Tanto na campanha presidencial dos Estados Unidos, quanto na de prefeito de São Paulo o medo tem sido usado como arma principal. Mais do que votar no candidato, é preciso derrotar o adversário, que é sinônimo de catástrofe e apocalipse.
Aqui em São Paulo, Nunes atiçava o medo contra Boulos porque ele ia destruir e invadir; e Boulos atiçava o medo contra Nunes porque ele ia acabar com a democracia.
Nos Estados Unidos, há isso também.
Para Kamala, se Trump for eleito, será o fim do mundo. Para Trump, se Kamala for eleita, será o fim do mundo.
Ou seja: o fim do mundo está garantido.
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