Somos as bananas

Basta de complacência. Cada dia deste governo e tudo que vem dele é um desastre de proporções astronômicas. Continuando neste ritmo e em breve o navio vai a pique com todos os que estão nele. Bananas, as ruas!

(Foto: Isac Nóbrega - PR)

É um verdadeiro mistério as nuances da justiça. O que deveria ser a garantia dos direitos do cidadão e a guardiã da constituição, nem sempre se comporta assim. A justiça deveria ser igual para todos, mas parece que existem os mais iguais e os menos iguais.

Desde sempre o homem se desentendeu entre seus iguais. Quando uma simples conversa não resolvia, foi preciso pedir auxílio a um terceiro que tendo escutado as partes, diria quem tem razão. De uma maneira muito simplista, se buscava um juiz. A origem da palavra vem do latim, aquele que julga.

Aquele que vai julgar precisa ser isento. Precisa escutar os argumentos das partes como iguais. Tem que ser conhecedor das leis, e acima de tudo, saber aplicá-las. Jamais quem vai julgar pode participar da investigação, o que seria uma forma de favorecimento a uma das partes. Ele está equidistante delas.

Nós estamos assistindo dia a dia a revelação do conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e a equipe do MPF, que juntos compunham a Força Tarefa conhecida como Lava Jato. Quando digo “juntos”, estou me referindo ao fato de que nada acontecia sem o conhecimento e concordância de ambas as partes. Neste caso, o juiz que investigava, era o mesmo que julgava. Uma aberração jurídica.

O que eles faziam já era de conhecimento público e suas arbitrariedades como o uso da prisão preventiva, delação premiada, favorecimento de informações para a mídia com o intuito de pressionar as instâncias superiores, foi largamente denunciado pelos advogados das partes. Agora sabemos como estas coisas eram combinadas entre eles, com que propósito e a quem interessava mais.

O vem acontecendo nestas últimas semanas, de maneira contundente, são as manifestações ocorridas fora dos autos que confirmam a ligação umbilical entre Moro e os procuradores. O aplicativo Telegram tornou-se um apêndice do processo legal. Nele se combinavam ações, se adiantavam decisões e até mesmo se sugeriam investigações fora de sua alçada. 

O presidente Lula foi a vítima mais conhecida e de maior relevância desta quadrilha, mas não a única. A maior vítima de todas foi a eleição presidencial que por ações e omissões dos quadrilheiros acabou sendo fraudada ao retirarem do pleito ele, o candidato que liderava as pesquisas.

Ninguém pode aceitar a manipulação da justiça em favor de quem quer que seja. Com certeza isso irá se voltar contra quem pensa que os fins justificam os meios. Uma país com uma justiça corrupta, é um país sem futuro. 

Em qualquer um dos três poderes de uma nação podemos vir a encontrar corruptos. Isto acontece em praticamente todos os países do mundo. O que vai diferenciar uns dos outros, é a capacidade de lidar com a corrupção. Como ela é investigada, julgada e eventualmente punida. É a diferença entre uma nação moderna e uma República das Bananas.

Infelizmente somos as bananas. Somos o país liderado pelos que duvidam da mensagem e quer prender o mensageiro, e que acreditam nas razões do criminoso para o cometimento do crime em nome de um suposto bem maior. Somos aqueles que ainda não viram o tamanho da sua força quando unidos.

Agora que um dos crimes cometidos diz respeito a membros do STF, talvez a maior instância da justiça tome alguma providência. Será ela magnânima, ou será ela seletiva. Estes juízes vão entender que o que os atinge vem do fruto da árvore envenenada, ou serão eles capazes de enxergarem somente a fruta que lhes coube?

A verdade é uma só, e não cabe dúvida. Todo o trabalho da Lava Jato foi comprometido e todos os processos devem ser anulados. Aqueles membros da justiça que cometeram crimes têm que ser levados a julgamento. Um membro do judiciário que se torna um criminoso deveria ter uma pena maior do que o cidadão comum.

As eleições devem ser anuladas e novas eleições marcadas para tirar o país desta situação, onde um grupo de promotores, e um juiz de primeira instância, se aliaram para permitir que o mais inepto dentre todos os candidatos fosse eleito presidente do Brasil. 

Está mais do que na hora das ruas rugirem nosso descontentamento e desaprovação destes acontecimentos. O Brasil é um navio sem timoneiro. Não estamos mais fora do curso, estamos literalmente à deriva e fazendo água. Até os ratos já estão abandonando o navio, muitos dos quais são justamente aqueles que ajudaram e contribuíram para chegarmos a esta situação.

Basta de complacência. Cada dia deste governo e tudo que vem dele é um desastre de proporções astronômicas. Continuando neste ritmo e em breve o navio vai a pique com todos os que estão nele.

Bananas, as ruas!

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