Opinião

Uma ideia simples, óbvia e necessária

Hoje, quem aplica no sistema financeiro recebe cerca de 1% ao mês. E quem toma recursos, na melhor das hipóteses, não paga menos do 5% – ou seja, existe, no meio do caminho, um ponto de convergência favorável a quem investe seu capital e a quem produz na economia real; a saída, apresentada pelo presidente…

Brasília- DF- Brasil- 02/02/2015- O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos, apresenta dados de adesão ao Simples Nacional do exercício 2015 (Elza Fiúza/Agência Brasil)
Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

Numa semana em que houve certa trégua nas discussões sobre impeachment, até porque foi protagonizada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com sua “chuva de dólares” no salão verde, surgiu uma ideia tão simples quanto necessária, em Brasília.

Ela foi apresentada pelo novo presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, que dedicou sua vida à promoção dos pequenos negócios e do empreendedorismo. Trata-se da criação das Empresas Simples de Crédito (ESCs), que permitirão a quem tem poupança emprestar recursos diretamente aos pequenos empresários, sem passar pelos bancos.

Hoje, quem aplica no sistema financeiro recebe cerca de 1% ao mês. E quem toma recursos, na melhor das hipóteses, não paga menos do 5% – ou seja, existe, no meio do caminho, um ponto de convergência favorável a quem investe seu capital e a quem produz na economia real.

Para defender sua tese, Afif levantou dados alarmantes. Neste ano, apenas 17% das microempresas e 24% das empresas de pequeno porte tomaram algum tipo de financiamento. O motivo, claro, é a altíssima taxa de juros – uma jabuticaba nacional que, há anos, custa caro ao Tesouro e promove mais e mais concentração de renda.

Além disso, a grande maioria dos novos empresários nem chega a utilizar contas bancárias de pessoas jurídicas – operam na física, gerando problemas contábeis e fiscais. Afif tem bons argumentos para quem vê seu projeto como “legalização da agiotagem”. De um lado, as ESCs não poderão captar – o que elimina riscos para a economia popular. De outro, agiotagem mesmo são as taxas atuais, chanceladas pelo Banco Central. O projeto das ESCs já passou pela Câmara e merece passar também pelo Senado.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Participe da discussão

Ao vivo

Inscreva-se

Cobertura contínua dos principais assuntos do dia.

Hoje na TV 247 1 de Julho
Acompanhe as
últimas notícias