Vinte dias com Temer

Nestes vinte dias de Temer, "o postiço", a contra-revolução social já está plenamente engrenada. Todos (eu disse todos!) os orçamentos e rubricas para programas, ações ou projetos sociais foram reduzidos ou contingenciados

O Mercosul foi pra vala; sob a batuta do entreguista José Serra (PSDB) a Venezuela está sendo, de novo, criminosa e despoticamente emparedada pelos próprios vizinhos e; definitivamente não temos qualquer novo conceito na política externa. O que se percebe é mais do mesmo, ou seja, em nome de trágico e danoso conceito de modernidade, o país está sendo seccionado para em seguida, ser solenemente entregue aos interesses mais mesquinhos e danosos da plutocracia internacional.

Nestes vinte dias de Temer, "o postiço", a contra-revolução social já está plenamente engrenada. Todos (eu disse todos!) os orçamentos e rubricas para programas, ações ou projetos sociais foram reduzidos ou contingenciados. Para a educação, houve o dramático e comprometedor corte de treze bilhões de reais e que, segundo Meirelles, será ampliado para o ano fiscal de 2017 para fins de superávit primário.

Nesse momento reitores das universidades federais correm aos montes junto a deputados federais e senadores da base deste governo a fim da garantia de, ao menos, do essencial para seus orçamentos capados e insuficientes.

E a marcha da intensificação da dependência segue! Depois de quatro meses de Temer "governando" o país e vinte dias da destituição de Dilma Roussef, a economia avança em bancarrota com o maior índice de risco de investimento entre as grandes economias do mundo o que evidentemente, implica em menor confiança e ambiente para a prospecção ou ampliação de investimentos já instalados.

Temer arrasa com os fundamentos da macroeconomia e nada de importante para o ajustamento econômico está na pauta deste governo golpista. Segue fragmentando com orçamentos das unidades da federação e estados e municípios convertem-se em definitivos penduricalhos teóricos no pacto federativo e que justifica a nação. A quebradeira se amplia e são raros os estados ou municípios que logram algum investimento social e público para uma população abobalhada ante a barafunda falimentar que tomou conta da vida nacional.

Estados centrais como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais ou Rio Grande do Sul já anunciam abertamente formas comedidas de falência e a incapacidade de manter, por exemplo, a folha de pagamento dos seus funcionários.

Temer é um fracasso gritante e grosseiro! No âmbito internacional não é um detalhe o fato de nenhum chefe de Estado tê-lo feito uma mísera ligação de congratulamento ou bom augúrio. Não é pra menos, sua avaliação e rejeição em tão miúdo tempo surpreende até aos mais pessimistas. É o segundo governo mais mal avaliado no continente americano, ganhando apenas de Luís Guillermo Solys (Costa Rica).

A recessão se amplia fragorosamente gerando quase quinze por cento de desempregados no Brasil e a parelha Temer/Meirelles se revela fracasso rotundo em matéria de gestão da crise. Nada, nada... Nossa recessão já é tida como a maior do mundo. Neste terceiro trimestre de 2016 a queda da atividade econômica se aproxima de oito por cento.

O que isso quer dizer? Que o governo Temer acabou! Que não tem mais o que fazer; que não pode mais fazer; que, além de transferir recursos sociais e públicos para a honra de desonrados contratos financeiro-rentistas, está bloqueado para qualquer possibilidade de efetiva intervenção social ou econômica no Brasil.

A saída é a adoção de novo rumo administrativo; de novas opções e determinações para investimentos e inversões. Temer e seu sindicato de ladrões não farão isso. Com a palavra os movimentos sociais!

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