247 – A filósofa e escritora Márcia Tiburi cobrou neste sábado, 1, que as manifestações de apoio ao youtuber Felipe Neto, vítima de ataques da milícia digital bolsonarista, deveriam ser expandidas para todas as pessoas que foram vítimas deste tipo de agressão.
Pelo Twitter, Tiburi, ela própria vítima de ameaças que a levaram a deixar o país, citou os casos do ex-deputado Jean Wyllys, da ex-deputada Manuela D’Ávila e da antropóloga Debora Diniz.
“Espero que todo o cuidado e atenção que se está tendo com os ataques a @felipeneto sejam extensivos a todas as vítimas das campanhas de difamação e ódio monetizado no Brasil. Eu, @jeanwyllys_real @Debora_D_Diniz @ManuelaDavila e tantos outros. Que democracia é a nossa?”, questionou a filósofa.
Neste sábado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que vai acelerar a elaboração e a tramitação de um projeto de combate às fake news, após o youtuber Felipe Neto ser alvo de várias ameaças e notícias falsas.
Na última terça-feira (28), um carro de som parou na entrada do condomínio onde ele mora, no Rio. O homem gritava no microfone: “Chega, chega! Cadê você, Felipe Neto?”. Outro rapaz, que gravou com o celular, faz questão de aparecer. “Eu boto a cara, eu boto a cara junto”, diz.
O youtuber denunciou ameaças de bolsonaristas em pleno Jornal Nacional. “Virem atrás de mim, dentro da minha casa, é um nível de perseguição que eu não imaginei que aconteceria”, disse ele (veja aqui).
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