247 – A BrasilAgro (AGRO3) ajustou sua estratégia de compras de fertilizantes diante da volatilidade do mercado e das incertezas econômicas. A empresa passará a adquirir fertilizantes nitrogenados de forma mais imediata, deixando de lado a prática de compras antecipadas, enquanto mantém a aquisição antecipada de fertilizantes fosfatados, cujo armazenamento é mais vantajoso. As informações são do portal Brazil Stock Guide.
Em teleconferência com investidores, o CEO André Guillaumon explicou: “Esse ano, vamos comprar nitrogenado da mão para a boca. Está precisando, compra. E com isso vamos formar um preço médio ao longo do tempo”. A mudança deve atrasar cerca de 35% da compra de ureia em relação ao mesmo período de 2024, quando 65% do volume já havia sido adquirido.
Guillaumon ressaltou que economizar em nitrogenado pode reduzir a produtividade das lavouras: “Diferente do fósforo e do potássio, o nitrogênio disponível no solo não sustenta o rendimento das lavouras”. A medida visa conter o impacto do aumento nos custos de produção, especialmente em cana-de-açúcar, onde a área cultivada cairá 4% e o custo por hectare subirá 16%, para R$ 11.735 (US$ 2.314).
Para o ciclo 2025/26, a empresa projeta crescimento de 21% na produção, alcançando 442,6 mil toneladas, apesar dos desafios externos, como a alta do petróleo e tensões geopolíticas que influenciam os preços do nitrogenado. “Pode ser que no fim da safra a gente veja que o preço médio ficou um pouco mais caro. Mas, diante do custo de capital atual, a estratégia é a mais acertada”, afirmou o CEO.
Além da revisão na compra de insumos, a BrasilAgro planeja investir R$ 120–130 milhões (US$ 24–26 milhões) em irrigação e renovação de canaviais, reforçando resiliência e estabilidade operacional diante de um mercado incerto.
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