247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte do dirigente histórico do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Renato Rabelo, aos 83 anos. Em publicação nas redes sociais, Lula destacou a trajetória política de Rabelo e sua participação em momentos centrais da história do Brasil. A morte foi confirmada em nota oficial do PCdoB, que informou que o dirigente enfrentava a evolução de um câncer e faleceu na manhã deste domingo (15).
Lula afirmou que a democracia brasileira perdeu “um de seus maiores nomes”. O presidente também escreveu que Rabelo foi seu “querido companheiro” e destacou a atuação conjunta em momentos políticos decisivos do país. Segundo o presidente, eles estiveram juntos nas greves do ABC e no movimento das “Diretas Já”. O presidente também afirmou que a “visão estratégica de Renato Rabelo” seguirá contribuindo para orientar forças políticas que defendem soberania nacional e justiça social.
Seis décadas de militância política
Segundo a nota divulgada pelo PCdoB, Rabelo acumulou mais de seis décadas de militância política. Foi vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante os primeiros anos da ditadura militar iniciada em 1964 e integrou a Ação Popular, organização que posteriormente foi incorporada ao PCdoB em 1973. Devido à repressão política, viveu no exílio na França e, com a anistia, retornou ao Brasil em 1979 e passou a atuar como formulador teórico e dirigente partidário.
Ao longo da trajetória política, participou da articulação da Frente Brasil Popular, que lançou a candidatura presidencial de Lula em 1989, e presidiu o PCdoB entre 2001 e 2015. Em 2016, assumiu a presidência da Fundação Maurício Grabois, onde atuou em estudos políticos e formulações programáticas. Em 2025, recebeu o título de presidente de honra da instituição. Nos últimos três anos, Rabelo se dedicou a tratamentos de saúde, mantendo também contribuições ao partido.
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