PF mira emendas Pix em operação contra desvios em Roraima

Operação Acesso Negado apura suspeitas de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro em recursos enviados a municípios de Roraima

Polícia Federal
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247 – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Acesso Negado para investigar suspeitas de irregularidades na aplicação de emendas Pix destinadas aos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, em Roraima. A ação mira possíveis desvios de recursos públicos federais repassados por meio de emendas parlamentares individuais na modalidade transferência especial, segundo informações divulgadas pela Polícia Federal.

Com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), policiais federais cumprem 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto de investigações relacionadas ao uso de recursos públicos transferidos diretamente a municípios por meio das chamadas emendas Pix.

As apurações tiveram início a partir de auditorias realizadas pela CGU, determinadas pelo STF no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.688/DF. Os levantamentos identificaram indícios de falhas e possíveis ilícitos envolvendo o planejamento, a execução, a fiscalização e a transparência na utilização dos valores recebidos pelos municípios investigados.

As emendas Pix, oficialmente chamadas de transferências especiais, permitem o envio direto de recursos federais a estados e municípios, sem a necessidade de convênio ou instrumento semelhante. Por causa desse modelo, o mecanismo tem sido alvo de questionamentos sobre rastreabilidade, prestação de contas e controle da aplicação das verbas públicas.

No caso investigado pela Operação Acesso Negado, a PF apura se os recursos foram utilizados de forma irregular em contratações e outras despesas realizadas pelas administrações municipais de Iracema e São Luiz do Anauá. A investigação busca identificar a participação de agentes públicos, empresários e possíveis intermediários no suposto esquema.

Entre os crimes sob investigação estão delitos contra a Administração Pública, fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que outros crimes poderão ser incluídos conforme o avanço das apurações e a análise do material apreendido durante a operação.

A atuação conjunta da PF e da CGU busca reunir documentos, registros financeiros, contratos e equipamentos eletrônicos que possam esclarecer a destinação dos recursos federais e a eventual participação dos investigados nas suspeitas de desvio ou mau uso do dinheiro público.

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