TCU dá 10 dias para Manaus responder se foi pressionada pelo Ministério da Saúde a usar cloroquina contra a Covid-19

Em despacho direcionado ao ministério da Saúde, do general Eduardo Pazuello, o ministro do TCU Benjamin Zymler também afirmou que a cloroquina só poderia ser fornecida pelo SUS no tratamento à Covid-19 com autorização da Anvisa ou de autoridades sanitárias estrangeiras, o que não aconteceu

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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247 - O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler deu 10 dias para a Secretaria de Saúde de Manaus responder se autoridades do município foram pressionadas pelo Ministério da Saúde a usar medicamento como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina no tratamento de pacientes com Covid-19. Os três remédiso não têm comprovação científicas para ser usados em pacientes com a doença, de acordo com estudos feitos dentro e fora do Brasil.

"Informe se houve algum tipo de pressão por parte dos membros da força-tarefa do Ministério da Saúde quando da visita feita no dia 11/1/2021, para que essa unidade de saúde difundisse a utilização de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e/ou ivermectina no tratamento precoce dos pacientes com Covid-19 nesse município", escreveu o ministro. O teor do texto foi publicado pelo portal G1

O Ministério da Saúde havia produzido um protocolo recomendado o uso dos remédios para tratar a Covid-19, o que também sempre foi defendido por Jair Bolsonaro. 

Em despacho no fim de janeiro, o ministro do TCU afirmou que a cloroquina só poderia ser fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento à Covid-19 com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de autoridades sanitárias estrangeiras, o que não aconteceu. 

O sistema de saúde em Manaus entrou em colapso no mês de janeiro e chegou a faltar até oxigênio. Documentos apontaram que o ministério da Saúde sabia do cenário crítico na cidade oito meses antes de ser constatada a falta do insumo. A Advocacia-Geral da União (AGU) havia informado ao Supremo Tribunal Federal que o governo Bolsonaro sabia do iminente colapso do sistema de saúde no Amazonas 10 dias antes da crise

Em outra manifestação, o procurador da República Igor Spindo disse que a causa para que o oxigênio faltasse para pacientes de coronavírus em Manaus na última semana foi a interrupção do transporte deste insumo pela Força Aérea Brasileira (FAB).

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