247 – Depois de mais de uma década fechado, o Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF) entrou na fase final de preparação para receber os primeiros órgãos do Governo do Distrito Federal. Segundo informações da Agência Brasília, o Bloco L, que abrigará a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), passa por uma série de serviços técnicos para receber servidores ainda neste mês.
A ocupação será gradual. A SODF será o primeiro órgão a se instalar no complexo. Na sequência, estão previstas as transferências da Governadoria, da Casa Civil e da Casa Militar. Outros órgãos, como a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) e o DF Legal, também estudam futuras mudanças para o local.
No interior do prédio, equipes executam serviços de lógica e infraestrutura de rede, instalações elétricas, pintura, sistema de detecção e alarme contra incêndio, limpeza geral, limpeza dos dutos do sistema de ar-condicionado, manutenção da climatização, ajustes nos elevadores, intervenções hidráulicas e testes das bombas de abastecimento de água.
Na área externa, os trabalhos incluem impermeabilização das lajes, recuperação do paisagismo, limpeza das bocas de lobo, manutenção das redes e ramais de drenagem, transferência do estoque remanescente da obra para uma área adequada e limpeza geral do entorno.
“Estamos concluindo uma série de serviços técnicos indispensáveis para garantir que o prédio possa receber os servidores com segurança e pleno funcionamento”, afirmou o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro.
Segundo ele, a retomada do CADF representa um marco para a administração pública local. “É uma fase importante, porque marca a transição entre um edifício que permaneceu fechado por anos e um espaço pronto para cumprir sua função de atender à administração pública e à população”, declarou.
Além da adequação dos edifícios, o governo aposta nos impactos positivos do complexo sobre a mobilidade urbana. A região onde está localizado o CADF já conta com infraestrutura viária planejada para atender ao funcionamento do centro administrativo, incluindo intervenções como o Túnel Rei Pelé e o Boulevard do Setor Central.
O complexo também fica próximo à rodoviária e à estação de metrô, o que pode ampliar o uso do transporte público por servidores e cidadãos.
“A ocupação do complexo também representa um ganho para a mobilidade urbana”, afirmou Valter Casimiro. “Haverá redução dos deslocamentos em direção ao Plano Piloto, melhor aproveitamento do transporte público no contrafluxo e economia de recursos públicos com a diminuição dos gastos com aluguel de imóveis.”
Com a reativação do Centro Administrativo, o GDF busca concentrar parte de sua estrutura em um mesmo espaço, reduzir despesas com locações e melhorar a integração entre órgãos públicos.
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