Delegado comunica a Moraes que escolta impediu intimação de Jair Bolsonaro

Segundo a PCDF, equipe de escolta impediu a intimação de Bolsonaro para depor no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome

Jair Bolsonaro
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247 – A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não conseguiu intimar pessoalmente Jair Bolsonaro para prestar depoimento em um inquérito que apura a circulação de uma arma registrada em seu nome. Segundo relato encaminhado pelo delegado-chefe da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), Thiago Boeing, a equipe de escolta responsável pelo ex-mandatário impediu o cumprimento da intimação para a oitiva. As informações são do Metrópoles.

A investigação conduzida pela PCDF apura a apreensão de uma pistola registrada em nome de Jair Bolsonaro. O armamento foi encontrado com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz realizada no Distrito Federal. Diante da impossibilidade de concluir a intimação pessoal, os investigadores solicitaram autorização para ouvir Bolsonaro por videoconferência no próximo dia 24 de junho, às 15h. A realização do procedimento depende de autorização de Alexandre de Moraes.

Em manifestação apresentada ao STF, Bolsonaro declarou que entregou a arma ao agente após identificar uma falha mecânica no equipamento. De acordo com a defesa do ex-mandatário, a pistola não estava em condições de uso porque integrantes de sua equipe de segurança haviam retirado o percussor da arma sem seu conhecimento.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em depoimento, o policial militar responsável pela abordagem afirmou que o integrante do GSI informou trabalhar para Bolsonaro e declarou que a pistola pertencia ao ex-mandatário.

Segundo o relato registrado no inquérito, a arma teria sido entregue ao agente na segunda-feira para a verificação de uma falha mecânica. A intenção era concluir o serviço e devolver o armamento no dia seguinte, terça-feira (16). Após o episódio, a PCDF instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da posse e da circulação da arma e comunicou formalmente a abertura da investigação ao ministro Alexandre de Moraes.

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