247 – A declaração de uma juíza aposentada do Trabalho no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em que afirmou que magistrados de primeiro grau precisam pagar pelo próprio café e pelo próprio carro, provocou reações irônicas entre ministros e integrantes da Corte, relata Daniela Lima, do UOL.
Cláudia Márcia de Carvalho Soares ganhou projeção nas redes sociais após sustentar que o salário bruto da magistratura — limitado ao teto do funcionalismo público, hoje em torno de R$ 47 mil — seria insuficiente. Ao defender o pagamento de verbas adicionais à categoria, ela argumentou que desembargadores não teriam direito a quase nada, “só a um carro”.
A manifestação gerou desconforto no STF. Questionado sobre a fala, um integrante da Corte reagiu com ironia: “Foi brilhante. Entrou para a história”. A declaração passou a circular amplamente nas redes, onde predominou a leitura de que o discurso refletiria um distanciamento entre a elite do funcionalismo e a realidade da maior parte da população brasileira, cuja renda média está muito abaixo do teto constitucional.
Entre os pontos defendidos pela magistrada aposentada esteve a reivindicação de reajustes anuais para o teto do funcionalismo. Por outro lado, apenas no mês de dezembro ela recebeu R$ 114 mil, valor impulsionado por adicionais acumulados. A ex-juíza também criticou a utilização do termo “penduricalhos” pela imprensa ao se referir a esses benefícios.
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