247 – Integrantes do Palácio do Planalto e auxiliares do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, entraram em campo para monitorar ligações feitas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a outros senadores durante a sabatina do indicado do presidente Luiz Inácio LUla da Silva (PT) para o Supremo tribunal Federal (STF). As informações são da coluna da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles.
Messias participa nesta quarta-feira (29) de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, no plenário do Senado, cinco meses após sua indicação pelo presidente.
Planalto entra em campo para monitorar articulação
A atuação de integrantes do governo ocorreu especialmente após senadores relatarem ligações de Alcolumbre a parlamentares do Centrão e da oposição. Segundo esses senadores, Alcolumbre teria ligado pedindo que votassem contra Messias. A avaliação do Planalto, até então, era de que o chefe do Senado buscava sentir a temperatura da sabatina.
Aliados de Alcolumbre, contudo, afirmam que ele tem adotado uma postura de neutralidade em relação a Messias. O presidente do Senado demonstrou resistência à indicação do auxiliar de Lula, mesmo após tê-lo encontrado na casa de um ministro do STF na semana passada. O chefe da AGU pediu apoio ao senador, mas obteve apenas o compromisso de que o parlamentar atuaria para garantir um clima pacífico durante a votação.
Base prevê 45 votos, o mínimo necessário é 41
Tanto a oposição quanto o governo apostavam em um placar apertado, seja para aprovar ou rejeitar Messias. A base aliada falava em um piso de pelo menos 45 votos favoráveis, quatro a mais do que o mínimo necessário para a aprovação.
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