Governo Bolsonaro não conseguiu comprar seringas e agora não consegue comprar vacina

Incompetência do governo de Jair Bolsonaro no combate à pandemia é explicitada a cada dia. Após o fracasso na licitação para compra de seringas e agulhas, o Ministério da Saúde se precipitou ao anunciar a compra de doses da vacina na Índia e acabou desmoralizado pelo país

Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro
Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters)
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247 - O governo de Jair Bolsonaro dá mais uma demonstração de incapacidade de atuar no combate à pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 202 mil pessoas no País.  

Em meio ao colapso da saúde em Manaus, com pacientes morrendo por falta de oxigênio, o governo anunciou a saída de um avião para buscar a compra de 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 de Oxford/AstraZeneca. No entanto, o governo da Índia informou que o governo brasileiro "se precipitou" e que não tem as vacinas disponíveis para exportar. 

O avião saiu de Campinas nessa quinta-feira (14) e fez uma escala no Recife. Como a negativa da Índia, a empresa aérea Azul disse que "está preparada para voar, mas precisa aguardar o Ministério da Saúde resolver questões do fornecimento dos imunizantes". 

Em meio ao fracasso da operação com a Índia, o Ministério da Saúde requisitou a entrega imediata das seis milhões de doses da CoronaVac que foram importadas e alvo de pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial.

Antes da vacina, o governo Bolsonaro também não conseguiu fazer compra de seringas e agulhas, fundamentais para o plano nacional de vacinação contra a Covid-19. 

A licitação lançada pelo Ministério da Saúde teve vencedor em apenas um dos quatro itens da concorrência. E, mesmo assim, o fornecedor se comprometeu apenas com uma entrega parcial dos itens. A empresa vencedora garantiu a entrega de somente 7,9 milhões de unidades em um item do edital que pretendia adquirir 31,2 milhões.

Além disso, é alta a possibilidade de interrupção da campanha de vacinação depois que for iniciada, porque o Ministério da Saúde restringiu a vacinação a apenas um modelo de seringa: a de 3 ml com o chamado “bico de rosca”, limitando a produção nacional a 1,5 milhão por dia.

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