Aziz pressiona Cascavel sobre colapso em Manaus: “vocês todos cruzaram os braços”

O empresário Airton ‘Cascavel’ Soligo foi questionado sobre o fato de o governo federal ter pressionado o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), para que ele desistisse de implementar um lockdown

Airton 'Cascavel' Soligo e Omar Aziz na CPI da Covid
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247 – O empresário Airton ‘Cascavel’ Soligo, que presta depoimento à CPI da Covid nesta quinta-feira (3), foi questionado pelo presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), sobre a falta de posicionamento do Ministério da Saúde em relação ao colapso sanitário em Manaus, ocorrido no início deste ano. Cascavel foi apontado por gestores estaduais e municipais como o “ministro de fato” da pasta. Ele resolvia muitas das questões burocráticas e logísticas do ministério.

Aziz perguntou ao empresário sobre o fato de o governo federal ter pressionado o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), para que ele desistisse de implementar um lockdown. 

“O Ministério da Saúde tinha conhecimento do colapso do Amazonas. O que acontece? O próprio presidente, o filho do presidente dizem ‘olha o que aconteceu lá. O povo está revoltado’. Aí há a omissão do MS que tinha obrigação de dizer, ‘não pera aí. Temos dados aqui que mostram que vai ter crescimento’. E o que aconteceu? Vocês todos cruzaram os braços. Cruzaram, como o Pazuello, sem nenhuma falta de vergonha”, disse Aziz. 

“Isso aconteceu sabe por que? Por causa daquele TrateCov”, relembrou o senador, em referência ao aplicativo que prescrevia cloroquina, remédio sem eficácia comprovada contra a Covid-19. 

Aziz reforçou, ainda, que a secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, foi responsável por esse aplicativo. “Ontem a Justiça declinou do pedido dela, porque a Justiça sabe que ela é responsável pela morte de muitos amazonenses e ela não ficará impune — quando foi ao meu estado levar um tratamento precoce que não servia para absolutamente nada e o povo morrendo por falta de oxigênio”. 

Mayra teve sua permanência no cargo defendida pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A CPI pede o afastamento da “Capitã Cloroquina”. 

Vacina

Em seu depoimento, o empresário culpou a “politização” e a imprensa pela falta de vacinas. Ele disse que os veículos de comunicação criaram dificuldades na relação entre Jair Bolsonaro e o Instituto Butantan, que desenvolve a CoronaVac.

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