247 – O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), em depoimento à CPI da Covid, negou que a falta de medicamentos para doenças raras, após contrato fechado por ele, na época em que era ministro da Saúde do governo Michel Temer, teria causado mortes.
“Não se relaciona os óbitos à falta de medicamentos. Medicação de doença rara não cura. Há quem morra tomando a medicação”, afirmou o deputado.
A declaração veio após o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), ter questionado sobre o pagamento adiantado de R$ 20 milhões à Global Gestão em Saúde, sócia da Precisa Medicamentos. Mesmo após o pagamento, os medicamentos não foram entregues.
Barros afirmou que o pagamento adiantado era uma prática frequente quando referente a medicamentos adquiridos devido a ações judiciais.
O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), rebateu as declarações de Barros. “Tem alguma portaria que autoriza pagamento antecipado sem entrega do produto?”, questionou. O senador explicou que pessoas morreram por conta da falta dos medicamentos.
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