Mayra Pinheiro nega responsabilidade pela falta de oxigênio em Manaus

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde responsabilizou estados e municípios pela crise no abastecimento de oxigênio hospitalar. Ela disse que não estava ciente da situação em Manaus no início deste ano

Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro
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247 – Em depoimento na CPI da Covid no Senado nesta terça-feira (25), a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”, negou responsabilidade pela crise do oxigênio em Manaus no início deste ano

Questionada pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre seu papel na escassez do insumo, Mayra afirmou que o Ministério da Saúde não é responsável pelo abastecimento. 

“Não é responsabilidade do Ministério da Saúde cuidar do abastecimento e estoque de oxigênio. É competência de estados e municípios”, disse a secretária. “O ministério não teve nenhuma responsabilidade”, completou.

Mayra disse que não estava ciente da crise em Manaus. Ela afirmou que a viagem que organizou à capital manauara foi motivada pela necessidade de captar recursos humanos e que não recebeu informações sobre a falta de oxigênio. 

“Participei de visita aos hospitais e não recebi informação sobre a falta de oxigênio medicinal em Manaus. Não houve uma percepção de que faltaria”, disse Mayra. “Não recebi informações sobre falta de oxigênio. Foi um grande choque”, completou a secretária. 

Mayra também negou ter participado da compra, aquisição e logística de distribuição de oxigênio no Amazonas. 

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