247 – A médica Nise Yamaguchi admitiu em seu depoimento à CPI da Covid ter conversado sobre a utilização do tratamento precoce – que utiliza medicamentos sem eficácia científica comprovada contra a Covid-19 – durante um almoço realizado na Presidência. Ela, porém, negou a existência de um “gabinete paralelo” que orientaria Jair Bolsonaro na questão do enfrentamento à pandemia.
“Nesse mesmo dia em que tive um almoço na Presidência da República com diversas pessoas –nunca tive encontros privados com o doutor, com o presidente Bolsonaro – mas tive um almoço com diversos integrantes. Eu conversei sobre a importância desse ‘tratamento precoce’ inicial”, afirmou.
Ela também negou a existência de um gabinete paralelo de aconselhamento. “Desconheço um gabinete paralelo. Sou colaboradora eventual. Participo como médica, cientista, sou chamada para opinar em reuniões técnicas”, disse. “
“Não participo de gabinete paralelo. O governo é um só. Conversei com técnicos sobre dosagem da cloroquina. Foi feito dentro de um ambiente técnico no Ministério da Saúde e fui muito bem recebida”, completou mais à frente.
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