Guedes reconhece necessidade do auxílio emergencial, mas cobra "contrapartidas"

“Vamos estender o auxílio porque há um recrudescimento da crise na saúde. Mas, por favor, qual a contrapartida que temos?”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento promovido pela Sociedade Nacional de Agricultura

(Foto: ABr)
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247 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, 11, que o governo federal reconhece a urgência de recriar o auxílio emergencial diante da pandemia de Covid-19. Ele insistiu, no entanto, na adoção de “contrapartidas”.

“Reconhecemos a necessidade e gostaríamos de fazer antes, mas qual a contrapartida [fiscal]?”, afirmou o ministro da Economia, em evento promovido pela Sociedade Nacional de Agricultura.

“Vamos estender o auxílio porque há um recrudescimento da crise na saúde. Mas, por favor, qual a contrapartida que temos? Como proteger as futuras gerações? E se o ano inteiro for assim? E se a pandemia continuar por seis meses, oito meses, o ano inteiro?”, acrescentou.

Guedes propôs adicionar uma cláusula de calamidade pública à PEC do Pacto Federativo, que corta despesas. “Podemos excepcionalmente criar esse protocolo que existe. Pegar a PEC de Guerra, transformá-la em uma cláusula de calamidade pública dentro do pacto federativo, que é um marco fiscal, com travas e contrapartidas.”

Como financiar o auxílio?

Em entrevista à TV 247, ex-ministro e dirigente petista Aloizio Mercadante defendeu que, para arrumar os recursos para financiar o custo do enfrentamento da crise, “precisa combater a evasão fiscal, que é uma fuga de arrecadação muito grande, precisa pôr na pauta uma reforma tributária e precisa taxar os ganhos financeiros, tem gente ganhando muito dinheiro nessa crise”.

“Precisa taxar os ganhos financeiros extraordinários, ter impostos sobre as grandes fortunas, impostos sobre as grandes heranças e sobre juros, lucros e dividendos”, continuou.

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