Dilma: o Brasil deve ser contra sanções, a favor da paz e pode convocar um diálogo

Ex-presidente apontou qual deve ser a posição do Brasil diante da guerra e elogiou a postura do País na ONU

Dilma Rousseff e a ONU
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247 – A ex-presidente Dilma Rousseff, vítima do golpe de estado de 2016, que empobreceu o Brasil e desmoralizou o país na cena internacional, concedeu nova entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, em que falou sobre as sanções econômicas impostas pelo Ocidente contra a Rússia e sobre qual deve ser a postura do Brasil diante da guerra na Ucrânia.

Na entrevista, que faz parte de uma série de depoimentos sobre seu governo e a conjuntura atual, ela condenou as medidas que vêm sendo impostas, apontando impactos negativos na indústria automobilística, na aviação e no setor agrícola, bem como na inflação global. “Sanções são ruins para a Rússia e o Ocidente. Mas a Rússia não vai entregar a Ucrânia por conta de sanções”, disse ela.

Dilma também afirmou que a guerra mostra o erro na política de preços da Petrobrás. “Tínhamos um colchão para estabilizar os preços”, diz ela. “Deram o golpe para transferir a renda do pré-sal para acionistas privados da Petrobrás”, acrescenta.

Sobre a postura do Brasil nas Nações Unidas, ela elogiou a postura do embaixador Ronaldo Costa Filho e pregou um caminho de paz. “O Brasil deve ser contra sanções, a favor da paz e pode convocar um diálogo”, aponta.

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