247 – A economista Juliane Furno, em entrevista à TV 247, saudou a iniciativa do PT de incluir no plano de governo do ex-presidente Lula a proposta de revogar a reforma trabalhista de Michel Temer. A medida consta na lista de 12 pontos consensuais acertados entre o PT e o Psol.
Segundo ela, a coligação entre os dois partidos é um indicativo de que, apesar dos discursos de mediação com o centro, um eventual governo Lula estaria comprometido a defender os interesses econômicos da população.
“É uma pauta muito corajosa. Fico contente que ela compareça com centralidade num programa de governo. Entendo que essa eleição é muito polarizada, que existe um inimigo principal que é muito forte. Só o fato de ter todo o aparato da presidência, além de uma militância muito representativa coloca Bolsonaro como um candidato importante na disputa”, disse.
“Se a nossa avaliação é que o Bolsonaro, o bolsonarismo e o neofascismo são os nossos inimigos principais e a esquerda brasileira vive um período de refluxo, é necessário fazer uma série de mediações possíveis. Essa eleição não ocorre como gostaríamos, e se processa dentro de uma realidade muito particular. Mais 4 anos de Bolsonaro pode ser a destruição completa do Estado brasileiro. Todas as alianças e mediações são necessárias nesse período. Ainda assim é importante que um tema de tanta relevância tenha aparecido no programa”, disse.
“O Lula, o PT e a coligação com o Psol em torno desses pontos partem de um diagnóstico de que não importa muito as diversas concessões que Lula tem feito nos discursos, o que foi também a prática dos governos do PT”, completou.
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