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China pede ONU fortalecida contra avanço do neomilitarismo

Embaixador chinês Fu Cong cobra respeito à Carta das Nações Unidas

Fu Cong, embaixador da China na ONU
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247 – O embaixador chinês Fu Cong defendeu uma ONU fortalecida contra o avanço do neomilitarismo e cobrou da comunidade internacional respeito à Carta das Nações Unidas, durante cerimônia na Assembleia Geral em comemoração ao Dia da Carta da ONU.

As declarações foram publicadas pelo Global Times. Segundo a reportagem, o representante permanente da China nas Nações Unidas afirmou que o atual cenário internacional, marcado por mudanças profundas, turbulências e crises simultâneas, exige ações concretas para revitalizar, ativar e fortalecer o papel da organização multilateral.

Em seu discurso, Fu Cong sustentou que os países devem retomar o espírito original da Carta da ONU, documento fundador da organização, e cumprir as obrigações nele previstas. Para o diplomata, a defesa da Carta passa também pela preservação da memória histórica ligada à derrota do fascismo na Segunda Guerra Mundial.

A ONU, afirmou Fu, é uma das grandes conquistas resultantes da vitória na Guerra Mundial Antifascista. Ele defendeu que todos os países protejam conjuntamente os resultados daquele período, preservem uma visão correta da história e rejeitem tentativas de distorcer fatos históricos.

“Jamais devemos permitir que o ‘neomilitarismo’ ganhe força e se torne uma ameaça”, disse o enviado chinês, em uma das principais declarações do pronunciamento.

Fu Cong também afirmou que o fortalecimento das Nações Unidas depende da defesa do “verdadeiro multilateralismo” e do reconhecimento do papel central da ONU nos assuntos internacionais. Segundo ele, a governança global precisa avançar para um modelo “mais justo e razoável”, capaz de responder aos desafios contemporâneos sem reproduzir assimetrias de poder.

O embaixador chinês destacou ainda que os principais países têm responsabilidades específicas nesse processo. Para Fu, as grandes potências devem liderar pelo exemplo, respeitando o Estado de Direito, seguindo “o caminho correto” e contribuindo para a estabilidade do sistema internacional.

Ao lembrar que a China foi o primeiro país a assinar a Carta das Nações Unidas, Fu Cong afirmou que Pequim continuará cumprindo seus compromissos com o documento por meio de ações concretas. O diplomata acrescentou que a China manterá esforços para promover a construção de uma “comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade”, conceito frequentemente utilizado por Pequim para defender uma ordem internacional baseada na cooperação e no multilateralismo.

A fala ocorre em um momento de crescente disputa sobre o futuro da governança global, com pressões por reformas no sistema multilateral e críticas ao uso seletivo de normas internacionais. Ao defender a revitalização da ONU, o representante chinês buscou reforçar a posição de Pequim em favor de uma organização mais a

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