Estudo: dietas industriais estão alterando permanentemente o corpo humano

“A dependência da distribuição internacional de alimentos e da agricultura industrial mudou a química de toda a raça humana”, disse Michael Bird, um dos autores de um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences

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247 – “A dependência da distribuição internacional de alimentos e da agricultura industrial mudou a química de toda a raça humana”, disse Michael Bird, um dos autores de um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. 

Os pesquisadores realizaram uma análise química de cabelos e unhas humanos e as compararam com dados arqueológicos sobre a dieta de pessoas que viviam antes de 1910, quando fertilizantes sintéticos de nitrogênio começaram a ser utilizados em grande escala. 

Com o corpo humano retendo isótopos mais pesados do elemento e o consumo desenfreado de alimentos de larga escala, os pesquisadores demonstram que a estrutura óssea da espécie humana vem se tornando cada vez mais uniforme. Apenas as comunidades que dependem da agricultura de subsistência não são refletidas na tendência, conclui o estudo. 

A mudança é especialmente verdadeira para populações que dependem de estabelecimentos como supermercados e restaurantes para se alimentar. 

Os pesquisadores destacam ainda que a dependência das cadeias de alimentação atuais é perigosa do ponto de vista ambiental e pode gerar grandes rupturas de abastecimento em cenários de crise: “A produção agrícola e os padrões de consumo de alimentos devem ser diversificados, o que significa que mais tipos diferentes de culturas devem ser produzidos e consumidos local e globalmente. Isso teria benefícios nutricionais, de saúde e ambientais”, Matin Qaim, economista da Universidade de Goettingen. “Não podemos reverter a tecnologia agrícola para o que era há 100 anos. Precisamos de tecnologia, incluindo novas tecnologias para alimentar e nutrir o mundo, mas precisamos de mais diversidade e reduzir a pegada ambiental”. 

Com informações do Mongabay.

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